PATROCÍNIO
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Para que as ações anteriores gerem os resultados esperados é necessário o envolvimento das famílias beneficiárias dos PAs. Dessa forma, serão realizadas ações de sensibilização, mobilização e envolvimento das famílias, através de oficinas de trabalho, que terão foco na preservação, recuperação e manutenção das Áreas de Preservação Permanente - APPs e Reservas Legal – RL situadas nos assentamentos rurais. Em cada Assentamento será uma oficina, com duração de 04 horas, onde serão explanadas todas as ações a serem desenvolvidas pelo projeto, enfocando assim, a recuperação ambiental das Áreas de Reservas Legal e de Áreas de Preservação Permanente situadas nesse espaço que sofrem com processos de degradação. Deste modo, para que as ações a serem implantadas nos assentamentos sejam executadas com êxito, será de fundamental importância à realização de ações ambientais que possibilitem a preservação dos recursos naturais e a convivência harmoniosa do homem com o meio ambiente. Nessa perspectiva, será utilizada uma diversidade de recursos didáticos e audiovisuais que possibilitaram uma melhor compreensão dos assuntos a serem abordados durante a oficina como projetor multimídia, computador portátil, DVD/documentários, papel madeira, pincéis atômico de cores variadas, tesouras, fita crepe, papel A4 e apostilas. Após a conclusão das oficinas nas comunidades, serão realizadas reuniões com a participação de todos os envolvidos, enfocando a necessidade de preservação e conservação dos recursos naturais. E é justamente, nesses encontros que identificaremos os agricultores e agricultoras familiares, assentados da reforma agraria, técnicos e lideranças locais, que estejam comprometidos com as questões ambientais e estejam dispostos a participar de capacitação para atuarem como coletores de sementes da caatinga. Outra ação de grande relevância que será trabalhado no projeto será formação de Agentes ambientais nas comunidades e assentamentos rurais que capacitará jovens e adultos para atuarem como monitoramento das áreas a serem recuperadas. Além disso, o projeto prevê a realização de capacitação para os agricultores e demais atores sociais envolvidos sobre a importância da conservação dos recursos naturais. Deste modo, os subitens a seguir trazem o detalhamento metodológico dessas ações. CAPACITAR AGRICULTORES E AGRICULTORAS FAMILIARES E DEMAIS ATORES ENVOLVIDOS NO PROJETO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E PRÁTICAS AGRÍCOLAS SUSTENTÁVEIS. Buscando conscientizar e discriminar a implantação de práticas sustentáveis entre os agricultores familiares, assentados da reforma agraria e demais atores sociais envolvidos no projeto, pretende-se realizar 10 (dez) curso de capacitação com carga horária de 40 horas/aula nos assentamentos rurais, visando mostrar a essa população a importância da conservação dos recursos naturais para melhorar a qualidade de vida da população local. Para isso, serão contratados professores/instrutores para trabalharem conteúdos como: impactos ambientais no semiárido potiguar: causas, consequências e ações mitigadoras; manejo florestal da caatinga; manejo de água e solo; práticas agrícolas sustentáveis, como plantio em curva de nível, terraceamento e adubação orgânica. Além disso, serão trabalhados assuntos referentes à implantação e utilização de sistemas de irrigação; práticas agroecológicas; destino correto dos resíduos sólidos e líquidos nos assentamentos rurais e recuperação de áreas degradadas. Esses conteúdos serão distribuídos em módulos contemplando teoria e prática, se adequando a dinâmica do trabalhador e trabalhadora rural. Desse modo, para facilitar a transmissão de conhecimento para a população local, será confeccionado material didático como apostilas e cartilhas que abordem de forma clara essas temáticas citadas anteriormente, criando assim, melhores condições para a fixação dos conteúdos abordados. Assim, para facilitar o processo de ensino aprendizagem os conteúdos serão ministrados através da utilização de data show e metodologias participativas que envolvam o público alvo na construção e disseminação do conhecimento na área geograficamente delimitada. Além disso, serão realizados trabalhos individuais e coletivos com o objetivo de fixar o conhecimento repassado pelos educadores. Nesse sentido, serão selecionados um total de 400 (quatrocentos) agricultores/agricultoras divididas em 10 (dez) turmas, sendo 40 (quarenta) alunos que receberão uma capacitação de 40 horas/aula, dessas 16 horas serão teóricas e 24 horas práticas. As aulas teóricas serão ministradas no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, localizado no município de Assú. Já as aulas práticas serão desenvolvidas nos assentamentos rurais, visando assim, complementar os conteúdos ministrados em sala de aula, o que possibilitará uma maior eficiência durante a aplicação dessas tecnologias nos assentamentos atendidos. Para fortalecer o processo de ensino aprendizagem será de suma importância a realização de intercâmbios em alguns espaços que possuam experiências exitosas de conservação dos recursos naturais e de convivência com o semiárido. Desse modo, será de suma importância o envolvimento das associações comunitárias para consolidação das ações de educação ambiental, bem como para o desenvolvimento de práticas sustentáveis, uma vez que ao termino dessa capacitação, essas entidades ficarão responsáveis pela organização e disseminação das boas práticas. FORMAR REDE DE COLETORES DE SEMENTES DE ESPÉCIES NATIVAS DO BIOMA CAATINGA COM OS AGRICULTORES (AS) FAMILIARES ENVOLVIDOS NO PROJETO. Visando conservar a diversidade biológica das espécies vegetais do Bioma Caatinga, que atualmente está ameaçado pela ação inamistosa do homem nesse espaço, o referido projeto tem como intuito formar coletores de sementes para atuarem na região do Vale do Açu. Nessa perspectiva, serão selecionados agricultores e agricultoras familiares, assentados da reforma agraria, técnicos e lideranças locais que estejam comprometidos com as questões ambientais, para receberam capacitação adequados para coleta, tratamento e armazenamento das sementes coletadas em campo. Desse modo, serão selecionadas e capacitadas 40 pessoas que serão divididas em duas turmas de 20 pessoas, incluindo jovens e mulheres que receberão aulas teóricas e práticas, contribuindo assim para formação de profissionais comprometidos com a causa ambiental. Assim, durante a formação serão realizados 4 (quatro) módulos que abordarão os impactos ambientais no semiárido potiguar, o diagnóstico florestal do Nordeste com ênfase no RN e as técnicas de coleta, tratamento e armazenamento das sementes coletadas em campo, visando dessa forma, conscientizar essas pessoas da necessidade de preservar os recursos naturais e garantir a formação de bancos de sementes nativas com a qualidade genética que garanta a perpetuação das espécies existentes no Bioma Caatinga. Nessa perspectiva, os conteúdos abordados durante a capacitação referente a coleta das sementes abordaram os seguintes temas: Fenologia e Produção de Sementes; Época de colheita; Fatores a serem analisados na colheita; Índice de maturação; Métodos de colheita; Sistemas de colheita; Cuidados na colheita; Rendimento na colheita; Extração e Secagem de Sementes; Extração; Secagem; Cuidados na extração e secagem e Legislação de Sementes. Também serão ministrados conteúdos sobre as técnicas de beneficiamento e armazenamento, bem como fatores que afetam o armazenamento; Condições de Armazenamento; Dormência de Sementes; Predação de Sementes e o Controle de Pragas e Doenças; Planejamento da Colheita; Tipo de Fruto; Deiscência; Agente dispersor; Parâmetros para decisão de colheita; Importância do mapa fenológico fichas fenológicas; Métodos de Colheita; Produtos Fitoterápicos; Prática de Produção de estratos; Produção sustentável; Envolvimento comunitário; Parâmetros para comercialização; Prática de Preenchimento da ficha fenológica e Prática de marcação de matrizes e reconhecimento de espécies. A formação de coletores terá uma carga horaria de 60 horas/aula, sendo dividida em duas etapas: a parte teórica com carga horaria de 32 horas/aula e a parte prática que será executada no campo com carga horaria de 24 horas/aula, mas 4 horas para planejamento. Assim, será justamente durante a aula de campo que os alunos poderão demostrar na prática que aprenderam durante a capacitação. A formação dos coletores de sementes será realizada no município de Assú, especificamente no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Já no que se refere à formação dos bancos de sementes nativas, após a coleta e tratamento os produtores rurais montarão os bancos de sementes, acondicionando esse material em recipientes reciclados e adequados a sua conservação. Nessa perspectiva o Projeto Vale Sustentável buscará parceria com a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) para realizar tratamento adequado das sementes na Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) da universidade, proporcionando dessa forma condições adequadas para que os agricultores familiares comercializem as sementes coletadas junto aos viveiros de mudas nativas da região. Os técnicos do projeto ao longo dos dois anos acompanharão o trabalho desenvolvido pelos coletores, visando assim garantir o bom desenvolvimento das metas planejadas, bem como disseminar as boas praticas em outros espaços da região. Desse modo, o objetivo dessa capacitação é debater sobre a biodiversidade existente no bioma Caatinga, capacitando às pessoas para que conheçam as sementes nativas e aprendam as técnicas corretas de coleta, tratamento e conservação dessas sementes, bem como difundir nas comunidades e assentamentos rurais os bancos de sementes da caatinga. Além disso, essa formação possibilitará a esses alunos a oportunidade de aprenderem técnicas de manejo adequado da Caatinga. FORMAÇÃO DE AGENTES AMBIENTAIS A difusão de conhecimento se constitui na atualidade como uma feramente de grande relevância na mudança de atitudes e comportamentos entre os diversos atores sociais, pois é através desse processo que a sociedade evolui, criando assim, condições para que as presentes e futuras gerações possam desfrutar de um ambiente, socialmente mais justo, economicamente mais equilibrado e ambientalmente mais sustentável. Deste modo, constata-se que o futuro da humanidade passa antes de tudo pela preservação dos recursos naturais, pois deles dependem todas as formas de vida desse planeta. É com base nessa afirmação que o referido projeto vem tentando mudar parte da realidade que afeta a região do Vale do Açu, através da formação de agentes ambientais capazes de garantir a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas locais. Nesse sentido, o referido projeto prevê a realização uma seleção entre o público interessado para participar de uma capacitação na área de educação ambiental. Para que esses jovens e adultos possam atuar na defesa do meio ambiente, será selecionado um total de 40 pessoas para participar do Curso de Formação de Agentes Ambientais que totalizará uma carga horária de 60 horas/aula. Deste modo, está previsto a capacitação de duas turmas de agentes ambientais, sendo 20 (vinte) em cada turma que posteriormente atuarão no monitoramento das ações de recuperação das áreas degradadas nos assentamentos rurais e garantia futura de pessoas capacitadas para conservação e manutenção do patrimônio natural recuperado. Após a capacitação, o educador contratado pelo projeto atuará no acompanhamento dos trabalhos realizados pelos agentes ambientais em campo, orientando dessa forma a condução das ações a serem desenvolvidas. Durante esse acompanhamento serão promovidos bimensalmente encontros e seminários nos assentamentos rurais com os agentes para que eles possam socializar os avanços e os entraves encontrados durante o monitoramento, permitindo ao educador a oportunidade de promover uma educação continuada que possibilite aos jovens e adultos envolvidos no projeto a disseminação de práticas educativas entre a população residente nos assentamentos, criando assim hábitos e costumes que favoreçam a prática do desenvolvimento sustentável. Após a realização das capacitações iniciais será realizado um encontro com os agentes ambientais capacitados com a perspectiva de consolidar o conhecimento adquirido e qualificar os mesmos para atuarem no monitoramento das ações de recuperação das áreas degradadas e de fiscalização das áreas de Reserva Legal e APPs e disseminado as boas práticas adquiridas ao longo do projeto. Além das ações de capacitação serão realizados intercâmbios envolvendo a equipe do projeto e os agentes ambientais em formação, bem como um dia de campo por assentamento com os agentes ambientais, trabalhadores envolvidos no processo e lideranças comunitárias. Mediante esse quadro, a equipe do projeto, principalmente no que diz respeito ao educador responsável pelo monitoramento desses agentes ambientais, terá, condições de traçar ao longo desses dois anos uma avaliação sobre o desenvolvimento das ações educativas desenvolvidas em campo apontando assim os avanços e as dificuldades ocorridas durante seu período de implantação. DISPONIBILIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES PRODUZIDAS PARA FINS DE ESTUDOS E PESQUISAS Ao longo do projeto será criada uma plataforma de estudos onde serão disponibilizadas informações sobre as áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente que possam subsidiar o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas pelas universidades e outras entidades de ensino, contribuindo assim para a disseminação de boas práticas. Nessa perspectiva, os agentes ambientais farão o acompanhamento de toda a vegetação nativa implantadas nas áreas a serem recuperadas fornecendo assim, dados quantitativos e qualitativos do desenvolvimento das plantas, tais como: altura média, diâmetro médio do caule, tamanho de folhas, número de arvores por espécie e por hectare, regeneração natural das espécies e presença de pragas e doenças. Estas informações farão parte do inventario florestal sucessivo que estabeleceremos para cada área recuperada, propiciando dessa maneira a avaliação periódica de todos os parâmetros necessários para mediar a recomposição florística da área em estudo.
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