PATROCÍNIO
RECUPERAÇÃO AMBIENTAL
REALIZAÇÃO DE LEVANTAMENTOS DE CAMPO E INVENTÁRIOS FLORESTAIS DA COBERTURA VEGETAL DOS ASSENTAMENTOS RURAIS Visando identificar as condições ambientais dos 10 (dez) assentamentos rurais atendidos pelo referido projeto, pretende-se realizar um levantamento de campo que aponte as reais condições em que se encontram esses espaços, apontando dessa forma, através do Sistema de Posicionamento Global (GPS) as coordenadas exatas das áreas em processo de degradação. Assim, através desse mapeamento poderá se ter uma idéia do estado da vegetação nativa que ao longo do tempo foi sendo devastada para suprir a necessidade da população. Além disso, através dessa pesquisa a equipe poderá apontar os impactos sobre os recursos florestais e edáficos presentes nesse espaço. Esse mapeamento das áreas de reserva legal nos assentamentos rurais subsidiará a elaboração de mapas temáticos, sobre o uso e ocupação do solo, o que por sua vez servirá de aporte para o desenvolvimento de ações efetivas que visem à recuperação ambiental dos ecossistemas identificados nessas áreas, como também proporcionará a população local ferramentas para implantação de um manejo sustentável dos recursos naturais. Para que se possa definir melhor que tipo de intervenção, será realizada em cada Reserva Legal dos Assentamentos, se faz necessário à realização de um inventário florestal em áreas conservadas dentro da própria reserva ou em outros espaços disponíveis nas áreas de entorno, que possuam as condições adequadas à realização do referido trabalho. O inventário florestal será de suma importância para se conhecer o estado de conservação da vegetação destas áreas e a partir deste, se determinar a quantidade de espécies onde serão demandadas ações de recomposição florestal nas modalidades: PRAD (Planos de Recuperação de Áreas Degradadas), reflorestamento, recomposição florestal e enriquecimento florestal. As informações geradas nos diagnóstico irão subsidiar a elaboração do Plano de Recomposição Florestal das Reservas Legais, onde serão definidas as espécies a quantidade de mudas e o sequenciamento das atividades e ações. REALIZAÇÃO DE DIAGNÓSTICOS SOBRE A REALIDADE SOCIOECONÔMICA E AMBIENTAL DOS ASSENTAMENTOS ATENDIDOS PELO PROJETO. Será realizada uma pesquisa de campo com o objetivo de levantar as potencialidades e fragilidades verificadas nos doze assentamentos rurais atendidos pelo projeto. Após o levantamento das informações coletadas em campo sobre a realidade socioeconômica e ambiental desses assentamentos será construído um diagnóstico sobre a real situação desses espaços geográficos e especificamente das pessoas atendidas diretamente pelas ações do projeto. PRODUÇÃO DE MUDAS NATIVAS A produção de mudas nativas se constitui como um processo de suma importância, para garantir a reprodução de espécies nativas que na maioria das vezes não conseguem se desenvolver com rapidez no ambiente natural, devido aos fatores climáticos e antrópicos que afetam o semiárido potiguar. Assim, grande parte das espécies encontradas na caatinga corre serio risco de extinção, sendo necessária a intervenção humana para reverter o atual quadro de degradação ambiental nesse espaço. Diante dessa realidade, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus de Ipanguaçu, parceiro do referido projeto irá disponibilizará sua infraestrutura de viveiros para a produção de mudas nativas, que serão utilizadas para a recuperação das áreas de reserva legal situadas nos assentamentos rurais. Assim, além da infraestrutura do viveiro a referida entidade custeará através de bolsas de pesquisa os alunos e professores envolvidos no projeto. Nessa perspectiva, para atender parte da demanda de mudas necessárias para a recuperação dos 130 hectares de áreas degradadas, o IFRN, produzirá no período de 2 (dois) anos um total de 10 mil mudas para serem plantadas nas áreas selecionadas no período chuvoso. Desse modo, ao longo desse período as atividades de produção de mudas envolverão professores e alunos do curso de agroecologia do campus de Ipanguaçu em diversas atividades de pesquisa e extensão que serão fundamentais para a formação de profissionais capacitados para atuarem na disseminação de tecnologias e práticas agroecológicas nos municípios que integram a região do Vale do Açu. Além disso, durante o processo de produção de mudas nativas os alunos poderão verificar na prática os procedimentos metodológicos necessários ao desenvolvimento de mudas como a dinâmica operacional do viveiro, escolha das sementes, fatores que influenciam na germinação, quebra de dormência, semeadura dentre outros assuntos que serão trabalhados com os alunos durante o plantio das mudas a serem utilizadas na revegetação das áreas degradadas nos 10 assentamentos rurais. Desse modo, será possível produzir mudas de ótima qualidade, uma vez que as sementes a serem utilizadas no plantio serão previamente selecionadas para facilitar a sua germinação. Além do mais, essa atividade promoverá a capacitação de jovens que utilizarão de tecnologias e práticas agroecológicas no desenvolvimento dessa atividade, o que possibilitará a curto e médio prazo a disseminação de informações e de práticas sustentáveis nos dois municípios que fazem parte da região do Vale do Açu. REFLORESTAMENTO E ENRIQUECIMENTO DA COBERTURA FLORESTAL EM ÁREAS DE RESERVA LEGAL No que se refere ao reflorestamento e ao enriquecimento da cobertura florestal nas Áreas Reserva Legal e de Preservação Permanentes situadas nessas reservas, as quais fazem parte dos assentamentos rurais: Prof. Maurício de Oliveira, Novo Pingos, Planalto, Morada do Sol, Ligação, Canto Comprido, Vassouras, Canto das Pedras, Irmã Dorothy e Rosa Luxemburgo, o referido projeto prevê a recuperação de 130 hectares de áreas degradadas que ao longo de décadas sofreram intensamente com os desmatamentos indiscriminados, tornando esses espaços cada vez mais vulneráveis aos processos de degradação como erosão, compactação do solo, assoreamento dos corpos de água, perda da capacidade produtiva do solo e desaparecimento da fauna local. A recuperação desses 130 hectares de áreas degradadas possibilitará a retirada de cerca de 227,5 toneladas de CO2 da atmosfera por ano. Dessa forma, a fixação de carbono na vegetação da caatinga revegetada geraria um total de 227,5 créditos de carbono que comercializados a UU$ 15,00/ton de CO2, contabilizaria um montante de R$ 7.678,13 por ano. Diante dessa realidade, as Áreas de Reserva Legal e as Áreas de Preservação Permanentes situadas dentro dessas reservas, passarão por um processo de enriquecimento onde serão introduzidas, em média, um total de 500 (quinhentas) mudas de espécies nativas por hectare, atingindo assim ao longo deste projeto ambiental, um total de 65.000 (sessenta e cinco mil) mudas nativas plantadas nos 10 (dez) assentamentos atendidos pelo projeto. A densidade de plantio será variável de acordo com as condições especificas de cada área, com espaçamento de 3 por 3 metros nas áreas de matas ciliares de córregos e riachos, e com espaçamento de 5 por 5 metros nas áreas de tabuleiros. PROMOVER A FORMAÇÃO E O ENRIQUECIMENTO DOS QUINTAIS PRODUTIVOS ATRAVÉS DO PLANTIO DE MUDAS FRUTÍFERAS NATIVAS Visando contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações residentes no campo, o referido projeto prevê ao longo dos dois anos o plantio de 10.000 mudas de árvores frutíferas como cajueiro (Anacardium occidentale) mangeira (Mangifera indica) cajarana (Spondias lútea L.) e Umbuzeiro (Spondias tuberosa), dentre outras espécies que são adaptadas às condições naturais da região para o plantio nas agrovilas dos assentamentos rurais. Desse modo, o plantio dessas árvores será direcionado para a implantação e expansão dos quintais produtivos e arborização dos assentamentos onde será possível o reaproveitamento das águas residuais para o cultivo dessas plantas. O plantio das mudas com os beneficiários do projeto será acompanhado por um agrônomo que orientará corretamente o plantio e os cuidados necessários para que a muda se desenvolva adequadamente. Assim, a médio e longo prazo essas árvores trarão vários benefícios aos habitantes desses locais, como o embelezamento paisagístico, o sombreamento nas áreas próximas as residências diminuindo a temperatura ambiente, além da produção de frutos que servirão para diversificar a dieta alimentar dos habitantes desses assentamentos melhorando assim a qualidade de vida da população local.
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